🇧🇷 Brazilian Portuguese · A1–B1 · Chapter 33 of 36

Capítulo 33: A Casa Verde vazia

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Capítulo 33: A Casa Verde vazia

Depois de meses, o último paciente saiu da Casa Verde. A casa que tinha engolido uma vila agora estava limpa. As paredes verdes tinham visto multidão e silêncio. Os corredores tinham ouvido prantos, pedidos e doutrinas. Bacamarte tinha escrito nomes até o fim do livro. Agora o livro estava fechado sobre a mesa fria.

O triunfo era limpo, quieto e um pouco monstruoso. Itaguaí tinha recuperado seus santos e seus defeitos. Nas ruas, a vida tinha voltado com passos leves. Porém na casa vazia restava uma pergunta fria. Não havia, então, ninguém? Não havia uma criatura perfeitamente equilibrada em Itaguaí?

Bacamarte andava nos corredores sem passos altos. Cada quarto vazio era uma resposta incompleta. Se a doutrina estiver certa, alguém deveria ter ficado. Se ninguém for perfeito, a ciência ainda busca a prova. Quando o sol entrar pelas janelas, a casa parece maior. Enquanto houver silêncio aqui, a pergunta vive.

Crispim veio visitar e falou alto demais. —Que vitória, doutor —disse ele, com medo de calar—. Bacamarte não respondeu; olhava o corredor longo. Padre Lopes entrou, tirou o chapéu e não elogiou. Ele tinha sentido o frio da casa sem doentes. Dona Evarista perguntou se o trabalho tinha acabado. —Acabou um lado —disse Bacamarte—. Começa o outro. Ela não entendeu, e ele não explicou.

A Casa Verde vazia era um espelho sem rosto. A ciência tinha vencido a multidão e perdido o exemplo. Portanto restava a caça ao caso perfeito. Bacamarte fechou as janelas e abriu a pergunta. Se houver equilíbrio em Itaguaí, ele vai achar esse equilíbrio. A casa esperava em silêncio o último nome.