🇧🇷 Brazilian Portuguese · A1–B1 · Chapter 32 of 36
Capítulo 32: As curas
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Capítulo 32: As curas
A terapia da Casa Verde era simples e estranha. A perfeição se curava com um defeito plantado. Se o doente receber uma falha, ele pode sair. Quando a vaidade nascer, a cura começa. Enquanto houver equilíbrio puro, o tratamento continua.
Galvão foi o primeiro caso da nova cura. Bacamarte encheu o vereador de honras públicas. A Câmara elogiava Galvão de manhã e à noite. Se ele ouvisse mais louvor, a vaidade floresceria. A vaidade nasceu devagar, como uma flor limpa. Galvão começou a gostar do som do próprio nome. —Estou curado —disse ele, um pouco orgulhoso—. Bacamarte abriu a porta e devolveu o santo à vila.
A senhora da verdade foi o segundo caso. Ela aprendia uma mentira pequena e conveniente. Se disser que está bem quando está mal, a cura avança. No terceiro dia, ela mentiu por educação. Chorou depois, porém o equilíbrio já estava quebrado. Bacamarte anotou a cura com a mão firme de sempre. Ela saiu um pouco pior e perfeitamente normal.
Caso por caso, a Casa Verde devolvia seus santos. Cada cura plantava um defeito útil na alma. Se a ciência pudesse sorrir, sorriria sem barulho. Itaguaí recebia de volta homens bons e um pouco piores. As famílias celebravam a falha como se fosse saúde. Quem for curado leva um defeito para casa. Quando o último santo sair, a doutrina estará completa. Afinal, a normalidade pedia um pouco de sujeira. Bacamarte apagou mais um nome e acendeu a vela. A Casa Verde ia devolver a vila, peça por peça. Os santos saíam piores; a ciência, aliás, avançava.