🇧🇷 Brazilian Portuguese · A1–B1 · Chapter 21 of 36
Capítulo 21: O barbeiro na Casa Verde
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Capítulo 21: O barbeiro na Casa Verde
Poucos dias depois, Bacamarte mandou chamar Porfírio. Também mandou chamar João Pina e muitos Canjicas. Eles entraram na Casa Verde em uma tarde quente. Cinquenta Canjicas seguiram os dois barbeiros.
As portas verdes fecharam atrás deles com calma. A revolta contra a Casa Verde terminou dentro dela. Sebastião Freitas também chegou no dia seguinte. Ele era o vereador que falava pelo povo. Agora ele estudava as paredes verdes de dentro.
Porfírio ficou perto de uma janela alta. Ele olhava a Rua Nova sem a navalha na mão. João Pina se calou e se sentou no chão. Os Canjicas esperavam em silêncio, lado a lado.
No dia de visitas, dona Evarista veio à Casa Verde. Ela viu Porfírio na janela e parou. O barbeiro tinha o rosto calmo e triste.
—Pobre homem —disse dona Evarista, baixinho—. Bacamarte escutou a mulher dele e escreveu uma nota. Ele estudava a qualidade da resignação de Porfírio. Para o doutor, a piedade também era um dado.
Porfírio não pediu nada naquele dia. Ele aceitou a casa verde como aceitava a navalha. João Pina, no entanto, ainda falava sozinho. Bacamarte notou a diferença e ficou satisfeito.
Crispim visitou o amigo por trás das paredes. —Você está bem? —perguntou o boticário—. —Estou onde a ciência me pôs —respondeu Porfírio—. Crispim saiu e concordou com o ar, como sempre.
À noite, Bacamarte leu as notas do dia. Os rebeldes agora eram pacientes da ciência. A Casa Verde tinha barbeiros, vereadores e Canjicas. Itaguaí dormiu, e o doutor escreveu até tarde.